terça-feira, junho 20, 2006

Falta


Cavas abismos que não consigo saltar, contróis muralhas que não consigo escalar. Deixas-me aqui, com esta música que é tua, e com este desejo, também ele, teu. Não tenho por norma segurá-lo, mas desta vez abro uma excepção. Aprisiono-o. Não sairá daqui sem ordem em contrário. Hoje, vais morrer aí dentro, porque quem escolhe o que quero ainda sou eu! Os milímetros cúbicos desta sala não chegavam para contar as noites que esperei por ti. Ou as vidas que perderia por ti. Não me importa se o desejo me corrói por dentro, já me decidi, hoje não lhe dou forças para me possuir. Amanhã talvez, depois quem sabe, já cá estarás. Esta falta que me fazes, nunca a compares com a sede no deserto, há sempre um oásis quando se está a desfalecer, mas tu... tu nunca me matas a sede. E tanta que ela é, debaixo deste sol impiedoso. Se o desejo fosse avaliado em moedas, eu seria o Fort Knox e tu o meu porquinho mealheiro, tão pobre como o dono.

1 Comments:

At 12:53 da tarde, Blogger Princesa* said...

Esta falta que me fazes...

Um beijo

 

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